Idol.News3

"Your loving don’t pay my bills"

Olá pessoal!

Depois de fazer pontas neste blog e de participar de vários aipods, a galera percebeu meu talento e me efetivou para a equipe do site!!! Todos os anos de estudo e trabalho valeram a pena! Hahahaha!

É um prazer estar aqui e dividir, novamente com vocês, a minha experiência. Para quem não me conhece, vou me apresentar: Amanda Faia, 27, radialista e jornalista. Bem… minha participação aqui será transmitir a vocês algo além do American Idol. O Pop-Up vai tratar basicamente de… música! Notícias, dicas, novidades, as curiosidades, os novos talentos e o que vier à cabeça.

Confesso que passei dois dias pensando no que falar neste primeiro encontro. E quando, hoje, eu usei a mesma resposta para três perguntas diferentes achei que seria um bom papo para o Pop-Up. A frase “muito lugar comum”, foi usada por mim para definir a música do P.I. (dou um doce para quem conhece este rapaz), uma outra do The-All American Rejects e uma terceira coisa que no momento nem lembro para vocês entenderem o quão relevante foi pra mim.

Trabalho em rádio há seis anos e nos últimos dez meses tudo o que eu ouço é “lugar comum”. Tô virando até disco arranhado. As mesmas melodias, letras, timbre de vozes… o mundo pop estagnou. Desde a Sara Bareilles eu não ouvi NINGUÉM ter uma proposta diferente de música. Ninguém que abrace outra bandeira a não ser a do “entretenimento” e dinheiro. Entreter é bacana, mas cai no maldito “lugar comum” quando tudo o que se ouve é a mesma coisa.

Hoje, durante meu programa de rádio, me pediram quatro músicas em menos de meia hora e TO-DAS tinham a mesma característica: pop misturado com elementos eletrônicos. Palmas para Lady Gaga que disseminou bem o estilo, mas desde que Just Dance saiu tudo soa igual. Não que ela esteja criando tendência porque isso sempre existiu, mas aproveitam a brecha de que está dando certo (leia-se dinheiro) e saem fazendo 20 músicas iguais. O novo cd da Madonna virá assim, o novo da Aguilera também estará repleto dessas referências. Ambas só vão precisar rezar para isso durar até o lançamento dos cds. Sorte do Black Eyed Peas que lançou um cd recheado destes efeitos bem no auge da modinha.

No meio do turbilhão de informações que passaram pela minha cabeça, acabei lembrando de outra figurinha carimbada nas músicas atuais: o maldito do vocoder!!! E quando eu achava que o uso dele se restringia às músicas internacionais, o Cabal me lança um single com o que???! Aham.. vocoder! Um recurso, que sintetiza a voz, disfarça imperfeições de maneira cool e que é mais velho do que meu pai (criado da década de 30)!

Ae imaginem minha situação: música pop-eletrônica com vocoder! Pronto! Meu programa de 2 horas é nada mais nada menos do que uma única canção de 120 minutos. Entenderam o “lugar comum”?? Sempre achei que papel de radialista fosse mais além do que apertar um botão, manejar a mesa de som e saber falar o nome das músicas e artistas corretamente. O problema é que, hoje, não sei onde enfiar toda minha experiência (nem respondam! :P)

Mundo pós-moderno é assim: tudo se copia e vive de fases. Passamos pelas bandas de garagem dos anos 80, boybands nos 90, emocore no início dos 2000, artistas de internet a partir de 2003. Agora é pop-eletrônico ou eletro-rock. Bom para os djs que estão fazendo um ótimo pé-de-meia… pelo menos até a próxima fase.

E para não acharem que eu tô enlouquecendo (mais ainda!), o eleito “maior artista de hip hop” pela Revista Rap The Source, Jay Z, me lança uma música esta semana chamada D.O.A – Death Of Auto-Tune! Ahaaaa! Tae tudo o que eu queria ouvir!!! O Auto-tune é um programa utilizado para disfarçar imprecisões e erros nas músicas. Nem vou exemplificar quem usa este tipo de artifício porque acredito que você já deve ter feito uma listinha!

E o que se faz quando a tecnologia é usada para disfarçar o verdadeiro talento? Treinar o ouvido. E acredito que seja por isso que eu assisto o American Idol desde a segunda temporada. Claro que com uma boa dose de neutralidade para sabermos realmente quem está lá por merecer e quem, SEM EFEITOS, faz a diferença. Tivemos bons exemplos, mas confesso que nos últimos 3 anos o maldito “lugar comum” me incomoda até no programa. Palmas para o Adam que me entreteu a temporada inteira de forma singular. Ô palavrinha em extinção.

O que eu quero chegar com essas análises malucas e que podem não fazer sentido? Música chamada de “entretenimento” é para curtir… não para consumir. Acho que temos que aprender a separar. Sei que a maioria dos fãs nasceram desprovidos desta capacidade, mas como meu papel de radialista e jornalista é REALMENTE mais do que apertar um botão… sejam bem-vindos ao Pop-Up.

Título da semana:
Money, That’s All I Want (Barret Strong)

Escreva para o Pop-Up:
popup@americanidolbrasil.com