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Ouça o álbum ‘American Idol Season 12: Top 10 Studio Versions’

A partir desta semana, você terá sempre aqui no nosso site um review sobre as performances em estúdio dos participantes da temporada 2013 do American Idol.

Trata-se de uma análise sobre como eles se saíram perante as gravações, se a produção dos arranjos estão de acordo ou mesmo uma comparação com outras gravações das mesmas músicas.

Quem ficará a cargo de fazer essa crítica – do modo mais imparcial possível – é o nosso colaborador Olavo Domingues, que a maioria dos nossos visitantes conhecem pelo podcast AIPOD, transmitido aqui até o ano passado.

Vamos ouvir as músicas e ler o que o nosso amigo Olavo tem a dizer? Boa diversão a todos!

American Idol Season 12: Top 10 Studio Versions

Curtis Finch Jr. – I Believe
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A versão em estúdio ficou um pouco melhor do que ao vivo. Mas continuei achando uma escolha muito infeliz pra ele. Essa é uma música que demanda uma carga emocional que até hoje só a própria Fantasia conseguiu, cantando na final da 3ª temporada. Aliás, de todas as versões que já ouvi, essa dele foi a mais fraca, a mais sem graça. Não adianta ter vários recursos vocais se a interpretação deixar a desejar. Esse foi um Curtis MUITO aquém do que foi mostrado nas fases anteriores.

Janelle Arthur – Gone
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Foi interessante ouvir uma mulher cantando essa música. Apesar de eu gostar da Janelle, achei a apresentação mais fraca dela durante o programa e a mais fraca entre as mulheres. A versão em estúdio teve a mesma falta de brilho. Mais um caso de interpretação que deixa a desejar. Fiquei ouvindo e lendo sites de tão desinteressante que achei.

Devin Velez – Temporary Home
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Não é segredo, pra quem me conhece, que a Carrie Underwood é minha Idol favorita de todas as 12 temporadas, então quando cantam música dela sou crítico pra caramba! Ao vivo, Devin mostrou que é cheio de recursos, com uma afinação absurda de tão boa, acerta todas as notas e todas as acrobacias que faz, mas faltou TODA a carga emocional que a música pede. A versão estúdio ficou muito melhor e digna de uma gravação profissional mesmo. Gostei muito.

Angie Miller – I Surrender
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A Carrie Underwood é minha Idol favorita, mas Celine Dion é minha cantora favorita de toda a vida, então minha visão crítica é pior ainda. Angie é uma das candidatas mais fortes a levar o prêmio esse ano, com várias apresentações sólidas e ótimas, no entanto, a dessa semana deixou um pouco a desejar. Essa música pede força e volume nas partes mais altas. A própria Kelly Clarkson, quando a cantou, preferiu não subir tanto pra pode continuar na voz de peito e colocar tudo de si, mas, com a Angie, foi diferente. Ela preferiu ir pra voz de cabeça, o que tira o brilho dos agudos que essa música tem, e ela levou isso pra versão em estúdio. Com ela, foi o contrário dos anteriores, a interpretação foi ótima, bem como a música demanda, mas as escolhas vocais não foram as melhores, talvez até por limitação. Outra coisa que me chamou a atenção foi o fato de ela entrar em algumas notas, mais pro final, antes de a melodia pedir. Foi uma apresentação muito boa, a gravação ficou ótima, mas, pra mim, só pecou nesses dois detalhes que citei aqui.

Paul Jolley – Amazed
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Dos homens, esse ano, o Paul é o que mais me agrada. Ele reúne tudo o que é preciso pra vencer o programa, mas, como o próprio Jimmy Iovine pontuou, ele acaba exagerando em algumas partes, talvez pela tentativa de compensar pelo que ele acha que fez de errado. Mas o problema é que, na maioria das vezes, não tem anda de errado, então fica um exagero gratuito. Essa apresentação foi muito boa ao vivo e a gravação ficou tão boa quanto, também digna de uma versão oficial de CD.

Candice Glover – I (Who Have Nothing)
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Então vamos pra campeã da noite. A escolha de deixar a melodia mais R&B foi inteligentíssima, fez uma música antiga se tornar super atual. A competência vocal da Candice é absurda! Todos os melismas e todas as apogiaturas (as famosas acrobacias vocais) são todas executadas com uma perfeição absurda. A mudança de tom na música caiu super bem, a interpretação foi ótima, foi tudo vocalmente quase perfeito, então, pra mim, foi a melhor apresentação da noite. Em estúdio, já achei um pouco sem graça, beirando o karaokê mesmo, talvez pelo fato de não ter ela na frente fazendo as caras e bocas pra dar peso à interpretação, mas ficou legal mesmo assim.

Lazaro Arbos – Breakaway
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Já começo dizendo que, pra mim, o maior erro desse Top 10 é esse rapaz. O violão no começo deu o toque latino e, por ele ter essa descendência, caiu bem. Ao vivo, não foi tão sem graça quanto ele geralmente é, mas não gostei de, no refrão, ele ter cantado junto com o que deveria ser as respostas do coro [“make a wish, take a chance, make a change (…)”], não posso afirmar, mas soou como erro dele mesmo, já que, na versão em estúdio ficou como deveria ter sido, ele cantando e o coro respondendo. Essa versão gravada ficou bem melhor do que a ao vivo e, por mais que me doa admitir, também ficou digna de uma versão de CD.

Kree Harrison – Crying
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Vou ter que admitir que não tenho o que comentar sobre a versão ao vivo e nem sobre a em estúdio, ambas foram de muito bom gosto, com arranjo ótimo e vocais ótimos, sem contar o fato de ela ter feito diferente do que a Carrie fez. Se me perguntarem quem é meu candidato preferido nessa temporada, eu vou responder que é ela. O timbre é lindo e muito comercial dentro do universo da música country, a competência como cantora e intérprete é grande e eu acho que ela já está mesmo preparada pra gravar um CD e sair fazendo shows.

Burnell Taylor – Flying Without Wings
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A maior decepção da noite. Ele, que sempre deu o próprio toque às músicas que cantou, que é ótimo vocalmente, que sempre tem uma boa interpretação, perdeu a graça pra mim quando escolheu fazer tudo praticamente idêntico à versão do Ruben. Em estúdio achei pior ainda porque ficou parecendo que alteraram o timbre do Ruben pra deixa-lo mais jovem, já que estava tudo ainda mais idêntico à versão do Ruben. Pra mim, foi uma pena e um desperdício.

Amber Holcomb – A Moment Like This
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De volta pra onde tudo começou, aquele momento que coroou o 1º American Idol. Esta música tem história, então, por si, já demanda uma grande apresentação e foi isso que ficou faltando pra Amber. Ela é ótima nos vocais, mas pra mim, é como se ela quisesse tanto mostrar o que ela consegue fazer, todas as acrobacias, todos os rodeios, que acaba esquecendo de entregar a carga emocional que a música pede. Ficou faltando a interação com a plateia, ficou faltando ela mostrar como aquele momento era especial, já que era sobre isso que ela estava cantando. Achei um exagero ter sido aplaudida de pé. Em estúdio a versão ficou bem melhor, um pouco mais contida nas acrobacias vocais, preocupada com a interpretação e é uma gravação que merece ser ouvida várias vezes.

Então, concordam com as opiniões acima? Discordam? Então deixe abaixo seu comentário! Até semana que vem, pessoal!