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ENTREVISTA EXCLUSIVA: Didi Benami

O American Idol Brasil continua sua série de entrevistas com os Idols eliminados da atual temporada do programa. As entrevistas são para midia cadastrada pela produção da FOX e graças à nossa parceria com o Canal Sony, teremos agora acesso EXCLUSIVO a este material. É uma ótima oportunidade para conhecermos melhor o Top 12 e ficarmos por dentro dos próximos passos de cada um.

Depois de Lacey Brown, chegou a vez de conhecermos um pouco mais sobre Didi Benami e o que a jovem achou sobre seu desempenho no American Idol.

Você estava de alguma forma preparada para ter sua vida transformada em um livro aberto como aconteceu enquanto você estava no programa, e como você lidou com isso?

Didi: Não. Na verdade eu não estava preparada para isso. Eu não era telespectadora assídua do programa então eu não sabia o que esperar. Honestamente, eu estava sendo eu mesma e fiz apenas o que eu me sentia bem fazendo. Então eu não esperava isso, mas está tudo bem. Foi bem parecido com a minha experiência quando estava em Los Angeles. Você é rejeitado, dá a volta por cima e começar tudo de novo.

Você já está em LA desde 2006. Nos fale um pouco mais sobre seu trabalho.

Didi: É uma loucura. Me mudei com 19 anos. Já tive companheiras de quarto muito loucas. Houve momentos que eu nem tinha onde morar. Dormia no carro. Mudei muitas vezes de emprego. Foi difícil. Eu queria trabalhar com a indústria do entretenimento. Queria cantar músicas da Rebecca [amiga que faleceu] e de alguma forma eu dei meu jeito de achar meu caminho. Eu não sabia onde estava me metendo. Só pensava em ir para LA e buscar meu sonho. Aprendi a tocar violão sozinha e a escrever tudo o que me aborrecia. Foi quando comecei a escrever minhas próprias músicas e a conhecer pessoas que me ajudaram na composição e nas aulas de canto. Trabalhei muito duro para chegar onde cheguei então estou muito grata pela oportunidade que o American Idol me deu porque é uma grande plataforma. Espero continuar a escrever minhas músicas. Foi incrível.

Você está aliviada de ter chegado tão longe?

Didi: Estou. Vou poder ir para a turnê. Não precisarei servir mesas. Poderei fazer o que eu amo e isso é incrível. É uma bênção e um alívio sim. É um alívio saber que eu vou poder viver da minha paixão durante a turnê e talvez pelo resto da minha vida.

O programa foi bem emocional para você. Você chorou muito.

Didi: Música definitivamente é a minha terapia e usava isso como um escape. É assim que eu sou. É engraçado porque as câmeras sempre me pegavam em um momento emocionante o que é chato porque não sou sempre assim. Fui até forte durante o processo. É que, quando algo acontecia ou quando eu fraquejava tinha uma câmera focada em mim. Mas foi uma caminhada incrível e, claro, emocionante. É emocionante poder chegar em um lugar onde sempre quis chegar, que trabalhei muito para conseguir. Foi emocional também porque você trabalha duro, tem fé e espera que coisas boas aconteçam e quando elas finalmente chegam é quase inacreditável.

Quando a Kara disse que você tinha perdido seu caminho, qual foi a sua reação? Você concorda com ela?

Didi: Não acho que perdi meu caminho. Eu sentia que eles queriam que eu seguisse um estilo específico toda semana e acabei fazendo coisas diferentes que eles não esperavam. Eu queria mostrar que eu podia fazer outros gêneros também. Eu sou uma compositora e eu posso buscar em minhas emoções e me adaptar a elas. Isso é ser artista. Em cada música eu mostrei um lado diferente meu. Provavelmente não foi o lado que eles queriam ver, mas eu tenho e todos tem. Então eu apenas estava sendo eu mesma. Eu sou agradecida a Kara. Acho que eles estavam esperançosos comigo, mas eu acabei fazendo algo que eles não esperavam. Não é todo dia que você se expõe a 30 milhões de pessoas e eu queria fazer coisas diferentes, mostrar versatilidade.

Que tipo de música você gostaria de fazer no futuro?

Didi: A música da Didi. Vou fazer o meu estilo. Vou escrever e cantar músicas tipo acústicas, para relaxar. Vou colocar meu coração nisso. Uma mistura de jazz, bluegrass… um pouco de cada coisa que eu vivenciei em minha vida.

Como foi trabalhar com Usher e Miley Cyrus?

Didi: Foi bem legal. Foi quando eu percebi onde eu estava. Estar ao lado da Miley e do Usher eu pensei “Estou no American Idol. Estou no top 10″. Até então eu apenas estava curtindo sem compromisso. Sinceramente? Acho que fui mais longe do que eu imaginava quando eu me inscrevi. Estou muito grata de ter fãs que permitiram que eu chegasse aé aqui.

Você tinha uma página no MySpace antes de entrar no programa e usou outra quando chegou no top 12. Você vai voltar a postar suas novidades na antiga página?

Didi: Não tenho idéia. Não entro naquele primeiro perfil há muito tempo. Vou ver o que eu posso fazer.

Como é o dia a dia da casa?

Didi: Uma loucura. Intenso. É como um acampamento para cantores. Você escolhe a música, aprende esta música em pouco tempo e depois já está cantando na frente de todos. É uma pressão grande, mas é ao mesmo tempo é uma experiência maravilhosa e você quer aproveitá-la a cada minuto.

Quando Lacey e Paige foram eliminadas, os jurados não usaram o veto. Quando você terminou sua apresentação, eles exitaram. Você esperava ser salva?

Didi: Foi difícil. Todo mundo estava torcendo, gritando seu nome, mas eu sentia que eu ia embora. Seria ótimo voltar na próxima semana e cantar Beatles, mas apesar de tudo o que aconteceu não estou preocupada. Foi incrível ter o apoio de todos. Estou muito feliz de poder participar da turnê e muito a esperar do futuro.