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David Archuleta fala sobre nova temporada do American Idol!

(via Brasil Archie Angels)

Matéria original: Los Angeles Times
O segundo lugar da sétima temporada David Archuleta, está trabalhando em um novo álbum e tem um livro que chegará as prateleiras, e muito poucos meses ocupado com sua carinha alegre. Mas o nativo de Murray, Utah de 19 anos, ainda teve tempo de conversar conosco entre suas viagens para Nashville para mais sessão de composições. Para entrar em contato com o disco de ouro David, soubemos que seu álbum será lançado no final desse ano, mas fiquem atentos para lerem mais sobre o progresso dele, como por exemplo na experiência cantando em espanhol a versão de “We are the World”, e suas opiniões sobre o American Idol.

LA Times: O que você tem achado da temporada 9 até o momento?
David: Eu realmente sinto o que os participantes estão passando, eu queria conversar com eles, para falar-lhes: Eu passei por isso, e eu sei como é. Quando você está lá, você fica maravilhado com muitas coisas diferentes. É muito trabalho, mas você vai aprender tanto com isso, e haverão muitas oportunidades que você nunca imaginaria que chegariam até você. E todas as pessoas que trabalham no Idol, muitos deles tornaram o que eu achava que era impossível um sonho realizado. Estas são as pessoas que realmente podem mudar a sua vida.

LA Times: Os mais talentosos, eles comparam com participantes anteriores?
David: Eu acho que eles são muito talentosos. Mostram a sua própria personalidade, and eu gostei disso neles. E há muitos cantores bons também. Como Andrew Garcia, eu gosto do personagem que ele está mostrando. Eu sinto que há muita pressão para eles, porque as pessoas agora estão esperando que modifiquem as canções, e eles na verdade não sabem exatamente o que mostrarem as pessoas. É uma questão de equilíbrio, mudar a canção o suficiente para mostrar quem você é, mas ainda preservando a canção pela qual tudo se torna mágico.

LA Times: É esse o segredo, David? Você saberia dizer, se foi isso que te fez chegar a final.
David: É complicado. Você tem apenas um pouco de tempo no dia para pensar nisso. Especialmente para os mais jovens que estão na escola e estudam, e supostamente precisam pensar em outras coisas além disso. Às vezes é difícil focar-se em ambas as coisas ao mesmo tempo, especialmente quando você tem que cantar para milhões de pessoas. Mas o Idol é como um campo de treinamento, o que eu sempre digo. Te torna forte e te dá o conhecimento e experiência que você precisará no futuro. Eu estou animado por continuar assistindo.

LA Times: Nos fale sobre seu novo material, e quanto tempo você tem trabalhado nele.
David: Estou trabalhando nele desde Janeiro, mas eu tive a minha primeira sesão de composições no verão, e eue fui a Nashville para compor em Outubro. Depois o álbum de Natal foi lançado e meio que tomou toda a atenção, mas eu estou indo para Nashville essa semana.

LA Times: Porque Nashville?
David: É uma cidade muito legal, e eu adoro as pessoas lá. Eles são muito focados, muito humildes, e os compositores querem que as canções tenham significado. Isso diz muito para mim. É simplesmente uma maneira de achar o equilíbrio entre hits de rádio e canções que realmente tragam um mensagem para as pessoas. E mais, eu adoro contar uma história, mas eu quero contar sobre as minhas próprias histórias, então eu tenho aprendido muito sobre o processo de composição, trabalhando com pessoas como Matt Squire.

LA Times: Há algo que você está tentando realizar com esse álbum que não conseguiu fazer com o primeiro?
David: (liricamente) Eu só quero que soe mais do meu jeito. Eu quero que as pessoas digam “Este é o David falando”, ao invés de somente interpretar, e eu tenho certeza que haverão canções como estas. Eu quero me focar em mostrar as pessoas quem eu sou, e como é a minha personalidade, e espero pode causar uma impressão nas pessoas. Mesmo que seja um tópico leve, ou divertido, eu ainda quero fazer as pessoas pensarem. Não quero uma canção típica de relacionamento diário. Se for para ser sobre relacionamento, quero criar uma imagem na mente das pessoas e deixar a sua imaginação fluir.

LA Times: Tem algum artista atual que ajudou você a se inspirar, enquanto o álbum vem tomando forma?
David: Jason Mraz, A Fine Frenzy, Owl City, Imogen Heap…esses são um dos meus artistas favoritos. Eu adoro como Imogem Heap faz você pensar, e sua música vai pintando todos esses quadros na sua mente. Owl City também, a sua esquisitice abstrata faz com que todas essas cores e imagens criem vida na sua cabeça. Eu adoro quando uma canção é capaz disso. Não quero ser tão abstrato quanto a isso, mas quero que as pessoas tenham bons momentos com a música, e para isso combinar a minha personalidade. Esse é o objetivo agora, o qual ainda é meio difícil, porque ainda estou descobrindo o que quero fazer.

LA Times: Por favor diga pra nós que não vamos te ouvir com auto-tune…
David: Eu odeio auto-tune! Há uma certa emoção que você trabalha em deixar a sua voz do jeito que ela é, e eu sinto que o auto-tune te tira isso. Às vezes imperfeições devem estar lá! Eu tive maus momentos cantando com auto-tune, porque eu prestava muita atenção no que estava saindo de mim, e quando eu ouvia nos fones, não era a mesma coisa que estava saindo, e isso me deixava muito chateado. Então eu não sou fã de auto-tune.

LA Times: Uma de suas canções, “She’s Not You”, vazou recentemente. É algum material desse novo álbum?
David: Essa foi na verdade a terceira canção que gravei, um ano e meio atrás. Eu não tenho idéia de como vazou. Eu acho que as pessoas estão hackeando muito mais hoje em dia, como a conta do Twitter do Jason Mraz que também foi hackeada. Eu gravei mais de 30 canções pro meu primeiro álbum, e essa foi uma delas. Foi escrita pelo Eman (Emanuel Kiriakou), o qual escreveu “Crush”, e eu adorei gravá-la, mas não entrou no álbum. E agora, ele trabalhou duro em escrever, gravar e produzir aquela canção, mas como não foi lançada pra venda no iTunes, ele não está beneficiado pelo trabalho que fez. Eu me sinto muito mal por ele.

LA Times: O seu livro Chords of Strenght está sendo lançado em breve. Como você responde àqueles que dizem que você é muito jovem para escrever uma memória?
David: Eu concordo com eles. Quando me trouxeram essa idéia, eu fiquei, “Huh? Eu tenho apenas 19 anos, e eu não acho que a minha foi tão interessante assim”. No começo eu não estava certo de como eu iria fazer isso. Fora as minhas anotações em rascunho (risos), eu nunca fui muito bom em escrever. Mesmo na escola, eu sempre ficava por último porque nunca terminava minhas redações a tempo. Então a escrita tem sido um desafio, mas algo que estou melhorando. Além disso, muitas pessoas perguntam coisas sobre a minha vida, e eu acho que essa é uma ótima maneira de explicar como eu cheguei a esse ponto tão jovem, e porque ainda sou desse jeito. Esse é o foco do livro: Houveram muitos momentos que eu pensei “Eu não sou bom o suficiente”, ou “Isso nunca vai acontecer” e daí acontece. Gosto de compartilhar isso com as pessoas, mostrando que a música é isso mesmo, tendo assim uma pequena influência no compartilhar minha história.

LA Times: Como foi o processo?
David: Foi muito desafiador, mas eu sinto que me ensinou muitas coisas. Me trouxe muitas lembranças, que eu tinha esquecido completamente, porque me fez pensar mais profundamente lembrando de detalhes.

LA Times: Mês passado você se juntou a Emilio e Gloris Estefan, Ricky Martin, Shakira e um grupo de latinos iluminados para fazer parte em “Somos El Mundo”, a versão em espanhol de “We are the World”. Como foi essa experiência pra você?
David: Foi incrível estar ao redor de muitos artistas latinos. Eu estava um pouco nervoso, porque eu não tenho o melhor espanhol, mas eu consegui. E minha mãe idolatra Gloria Estefan, então eu trouxe ela comigo, o qual foi muito especial. E mais, eu adoro poder atingir objetivos, e adoro quando as pessoas se unem para boas causas. Eu sinto um amor pelas pessoas (que precisam) especialmente agora, com todas as coisas que vem acontecendo, não só no Haiti.

LA Times: Você consideraria fazer um álbum em espanhol?
David: Eu quero muito. Eu adoro estas pessoas. Adoro o que eles são, a cultura que eles deram para mim, que vem do lado da família da minha mãe… Os povos latinos são tão apaixonados pela música e possuem emoção e uma maneira muito expressiva.

LA Times: Perez Hilton recentemente sugeriu que Gloria Estefan poderia ser uma ótima jurado do Idol. Você concorda?
David: Eu acho que ela seria uma boa candidata. Ela tem muito conhecimento, ela é uma compositora e cantora, que passou por muita pressão e conquistou muito na vida. E ainda, ela é muito legal, simpática. Eu acho que ela seria uma ótima candidata.

LA Times: Algum plano de você aparecer no programa esse ano?
David: Eu adoraria. Eu quero voltar, e tenho tentado assistir essa temporada o máximo que posso.