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Compositor que escreveu música para James Durbin fala com exclusividade ao AIBR sobre trabalhar com o Idol

Joe Gunther é brasileiro, natural de Campinas/SP, mas mora nos Estados Unidos desde 2007. O compositor e produtor está nos créditos do álbum “Memories of a Beautiful Disaster”, álbum de estreia de James Durbin lançado em novembro do ano passado. Em entrevista EXCLUSIVA para o American Idol Brasil, Joe falou sobre como foi trabalhar com o Idol e o processo de composição de “Deeper”.

Como você chegou a trabalhar com o James?

Eu e os outros dois compositores da “Deeper” (Aidean Abounasseri e Grady Benson) começamos nosso trabalho como uma equipe de songwriting, com o objetivo de escrever para outros artistas e tambem de compor música para placement (Filmes, TV, etc). Com o sucesso e o reconhecimento de algumas de nossas composições, decidimos montar um projeto (uma banda de Rock Alternativo chamada Caravan) para lançar alguns de nossos trabalhos em CD e também com o objetivo de tocar ao vivo pela Califórnia.

Ficamos sabendo pelo Howard Benson, produtor do “Memories of a Beautiful Disaster”, que eles estavam selecionando algumas faixas para o disco e submetemos a “Deeper”, que era uma das canções que iría fazer parte do primeiro CD de nossa banda. Após alguns dias recebemos a notícia que a Wind-Up Records, gravadora do Durbin, havia pré-selecionado a faixa pro disco e que caberia a ele decidir quais seriam as 11 músicas que fariam parte do seu primeiro CD. Logo ficamos sabendo que o James havia ouvido a faixa e gostado muito. Para nossa surpresa, antes da confirmação da tracklist, ele disse em seu twitter que “Deeper” havia se tornado sua faixa favorita, twittando parte da letra no dia 2 de Outubro.

Como foi trabalhar com James no estúdio?

O Durbin é extremamente humilde, dedicado e alto astral. A parte instrumental do disco foi toda feita no Bay7 Studios em Los Angeles. Os vocais foram feitos na casa do Howard Benson em Calabasas, mesmo procedimento feito com outros artistas que ele produziu (Chris Daughtry, My Chemical Romance, P.O.D., Creed).

Todo o CD foi gravado em cerca de 2 semanas, pois havia uma deadline a ser cumprida (a gravadora planejava lancar o album durante a semana de Ação de Graças). O James ainda estava realizando a turnê pós-American Idol e chegou a ter que se apresentar nas Filipinas durante a gravação do CD. Foi tudo com muita pressão, mas o profissionalismo e a vontade dele de dar o seu melhor fizeram com que todo o processo fosse impecável e o resultado ainda melhor do que esperávamos.

Da onde veio a inspiração para a música?

“Deeper” é a historia de um jovem que se perdeu na vida ao não resistir as tentações da noite: as más companhias, as drogas e os prazeres momentâneos. É um grito de socorro de alguém que praticamente se tornou um vampiro e ao mesmo tempo é uma lição de que geralmente o caminho errado, quanto tomado, só tem um destino. A ideia era que a produção da faixa fosse bem caótica para representar o momento do refrão (“I try so hard, but I can’t wake up; Speeding up the meter and the sirens echo on”), em que o narrador se vê numa perseguição policial e, ao mesmo tempo em que se vê sem saída e quer a todo custo voltar atrás, encontra um prazer momentâneo naquela situação, que é o que geralmente acontece com quem está fazendo algo de proibido. Existe o lado moral de se policiar e recriminar, mas também existe o proveito de estar acima do bem e do mal.

Ouça “Deeper”:

Como você vê o desempenho do álbum do James nas paradas?

O “Memories of a Beautiful Disaster” fechou a primeira semana com 28.000 copias vendidas nos EUA. Chegou ao 4o lugar no iTunes Rock e ficou entre os 30 álbuns mais vendidos do mundo na Billboard 200. Para o cd de estreia de um finalista do Idol, e acima de tudo de um artista do rock, é um feito extraordinario. O momento atual do Rock é bem complicado. Se você analisar o Top 100 da Billboard são poucos os artistas de rock que fazem parte. A maioria é Pop e Hip-Hop. Acreditamos que esse cenário irá mudar com o surgimento de novos artistas como o Durbin e sem dúvida o fato dele ter preferido um som mais moderno, com elementos eletrônicos e um álbum de rock menos orgânico irá ajudar o desempenho.

O Daughtry, também produzido pelo Howard Benson, levou um ano para chegar ao primeiro disco de platina (1.000.000 de copias vendidas) de seu primeiro álbum. Penso que o Durbin possa chegar na mesma marca, dentro do mesmo período, já que a fanbase dele pelo mundo é enorme. Em pre-sales (as 3 semanas que antecederam o lancamento do M.O.A.B.D), o James surpreendeu a todos e vendeu mais que o Daughtry e o Adam Lambert em seus albuns de estreia, mostrando que realmente ele possui fãs devotos.

Conte-nos um pouco mais sobre como entrou para a música.

Nasci em uma familia de músicos, meus pais tiveram banda de baile e cresci na coxia, ouvindo o som alto e vendo tudo dos bastidores. Não demorou muito para me apaixonar pela música e decidir que era isso o que eu queria fazer. Aprendi a tocar piano e guitarra ainda quando criança e aos 16 anos comecei a escrever e cantar. Montei algumas bandas, mas a falta de oportunidades, a dificuldade de acesso a equipamento e a falta de seriedade com que muitas vezes a música é levada fizeram com que em 2007 eu mudasse pra Los Angeles. Em LA passei a me dedicar integralmente a minha maior paixão que é escrever e em 2009 comecei a escrever em parceria com o Grady e o Aidean que hoje são meus parceiros de banda.

Quais serão seus próximos passos?

Em 2012 lancaremos o primeiro album de nossa banda Caravan, que esta sendo gravado no Bay7 Studios em Los Angeles, no Soundcheck Studios em North Hollywood e com o Howard Benson em Calabasas. O disco chegará as lojas e iTunes durante o verao americano (Julho/Agosto). Ainda em 2012 temos planos de uma tour pela Costa Oeste americana. Fora isso continuaremos compondo para outros artistas e acompanhando o desempenho do M.O.A.B.D. pelo mundo.