Idol.News2

Artistas do American Idol podem trocar de gravadora

Encontrar um substituto para Simon Cowell, o sarcástico e controverso jurado do American Idol, não é a única coisa na mente de Simon Fuller ultimamente. O New York Post soube que Fuller, a mente criativa por trás do programa número da TV americana, está fazendo contato com gravadoras em relação a um novo contrato para artistas do programa.

As conversas preliminares com outras gravadoras acontece quando o acordo de longa data com a Sony Music para representar os vencedores do American Idol por seus vários selos está expirando. Uma fonte disse que o contrato expirou com o término da 9ª temporada, em maio passado. Um data precisa para o término do mesmo não foi confirmada.

O contrato da Sony é com a empresa CKX Inc., dona da produtora do programa, a 19 Entertainment, e não diretamente com o produtor Simon Fuller. Ele ainda continua um consultor da CKS e participa de todas as decisões relacionadas ao programa. Enquanto o American Idol lançou algumas das mais brilhantes estrelas da música no firmamento da Billboard, artistas mais recentes sofrem para igualar a popularidade dos vencedores mais antigos.

Se por um lado temos Carrie Underwood, vencedora da 4ª temporada, vendeu 11,5 milhões de álbuns, e Kelly Clarkson, vencedora da 1ª temporada, vendeu 10,6 milhões (de acordo com uma lista da Billboard de 2010), o sucesso de vendas dos vencedores mais recentes foi mais silencioso. Vendas do álbum de estreia de Taylor Hicks, vencedor da 5ª temporada, ainda estavam abaixo de 1 milhão meses após o lançamento. O cantor de 30 anos foi dispensado da J Records, seu selo da Sony, em 2009.

As vendas aumentaram um pouco nas temporadas 6 e 7 quando Jordin Sparks e David Cook venderam 1,2 milhões e 1,3 milhões do CD de estreia, respectivamente. Contudo, na 8ª temporada o vencedor Kris Allen vendeu apenas 311.000 CDs. Representantes de Simon Fuller e Sony não comentaram sobre as negociações.

E quem surgiria como opção de um novo lar dos Idols: seria a Universal Music, dado ao relacionamento de amizade entre o britânico criador da série Idol com o novo direto executivo da gravadora, Lucian Grainge. A Sony Music, por sua vez, está jogando seu poder de fogo de marketing para o antes colega, e agora rival de negócios de Fuller, Simon Cowell, que está lançando nos Estados Unidos seu grande sucesso: o reality musical X Factor, que estreia na rede americana Fox em 2011. O programa é produzido pela Syco, uma empresa da Sony juntamente com Cowell.

Na Sony Music também abriga outro sucesso musical da Fox: Glee, série musical de sucesso crescente em todo planeta. A última trilha sonora do seriado (o quinto lançamento pela Sony) estreou em 1º lugar nas paradas da Billboard. Discussões sobre o futuro da nova “casa” musical dos artistas do American Idol são complicadas por vários fatores. Vários novos nomes de celebridades para ser jurado, de Elton John, Justin Timberlake a Jamie Foxx e Sting, surgem na imprensa constantemente.

Esta decisão pode ter um efeito no valor da CKX, que pode mudar de dono. A companhia está sendo processada por várias partes, incluindo seu ex-diretor executivo, Robert Sillerman, e empreendedor Allen Shapiro. O desdobramento de tudo isso veremos em Janeiro de 2011, quando estreia a nova – e décima – temporada do American Idol.