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American Idol 2013: Analisando o Top 2, Parte 2

Continuando com a análise sobre Candice Glover e Kree Harrison, finalistas do American Idol 2013, agora é a vez de Rich e Maíra darem suas opiniões sobre cada uma delas. Será que vocês irão concordar? Confira.

Kree Harrison

(Por Maíra)

Confesso que até a Hollywood Week, não via absolutamente nada de especial na Kree e até me incomodava com a pimpação dos jurados para cima dela, mas no Round 1 de Las Vegas eu finalmente entendi o fascínio e, não só isso, acabei me apaixonando. O timbre transparente e delicioso, o controle vocal e, sobretudo, a emotividade que ela é capaz de transmitir em suas performances, e que se tornou marcante em sua trajetória, exultam nessa apresentação e apontam para o grande potencial que a cantora teria a desenvolver na competição.

Embora ‘See You Again’ seja uma das minhas performances favoritas da Kree, escolhi esse vídeo pois além de ser órimo, penso que mostra outros aspectos da trajetória de Kree. Sem medo de ser arrojada, deixa do country de lado para fazer uma apresentação com uma pegada rock/soul e ainda assim imprime completamente a sua identidade na música. Aqui vemos uma Kree lindíssima, super sexy, se movimentando no palco, e sem deixar de arrasar nos vocais. Além disso, destaco a capacidade dela ao fazer suas escolhas musicais. De modo geral, foi consistentemente boa nesse aspecto. Dá pra pedir mais da pessoa?!

Acredito que essa performance contribuiu enormemente, se não definiu, a garantia da sua vaga na final. Em minha opinião, a apresentação, seguindo a home visit, foi um dos dos momentos mais emocionantes de toda a temporada. Uma das coisas que me impressionou nesse combo foi o fato de Kree nunca ter explorado o seu drama familiar para se dar bem no programa e isso é importante para mim pois mostra que ela não é apenas uma artista maravilhosa, mas uma pessoa que almeja conquistar seu lugar simplesmente pelo talento. Candiva pode ser a campeã moral da temporada (e minha favorita, obviamente), mas se Kree vencer será com muito mérito e dignidade. De qualquer forma, não vejo a hora de escutar o álbum dela.

(Por Rich)

Minha relação com a música country é bem relativa no American Idol ou em qualquer reality show musical que cantores que sigam o gênero apareçam. Não sou fã do “country de raiz”, gosto mesmo do Country quando está mais ligado ao Pop e realmente não sabia no começo o que achar da Kree, até achava que ela seria eliminada sem nenhum destaque no meio da competição, mas ela me provou semanalmente que minha previsão estaria errada, e ainda por cima, me fez torcer por ela. Principalmente depois de “With A Little Help From My Friends”.

O que foi essa apresentação? Daí já foi uma prova muito da suficiente sobre o seu poder vocal, que não teria limitações e se precisasse ela poderia muito bem ir em outros estilos sem ter que penar para alcançar algo ou se destacar, Kree não entrou no programa para brincadeira, quando foi preciso até de Celinão ela atacou!

“Nossa a Kree é previsível”, “A Kree não surpreende”, “A Kree não arrisca…” São comentários que essa apresentação já desmente todos esses questionamentos. Ela poderia muito bem ter escolhido uma diva country e ter feito o bom e velho feijão com arroz de se sentir tranquila e em zona de conforto, mas não fez. Em uma temporada com divas como Amber e Candice <3, ela deu um sinal "Olha eu aqui, também posso ser diva quando necessário", e nós temos que reconhecer que é a pura verdade, que se tem uma coisa que ela não fez foi se acomodar no estilo. E quando estava em seu estilo, arrasava!

Essa música é linda, é country, é Kree! (E é Carrie Underwood, claro \o/). Não tem como dizer que ela também não soube escolher suas músicas, em momentos que precisavam de uma boa apresentação (tirando algumas do Top 3), ela soube vir com algo marcante, sem exageros e “simples”. Kree tem tudo para se destacar no estilo, com algo que realmente a represente, ela não é essa pessoa apagada e sem carisma que muitos tentam dizer e dizer.

Candice Glover

(Por Rich)

Quem me conhece muito bem sabe mesmo do meu grande amor por DIVAS em reality shows, que tenho a chance de amar incondicionalmente e vestir a camisa do #TeamDivaDaTemporada com todas as forças. Existem casos e casos, mesmo assim não sou de sair amando uma Diva que apenas segue a linha das baladas e não tenta se arriscar, o que infelizmente aconteceu com a Amber (e vale ressaltar que gostava muito de algumas apresentações dela também). Sabe quando você tem a sensação de que a candidata é a sua favorita do nada? A minha torcida por Candiva veio quando eu não esperava, com sua canção de aprovação para os lives!

Eu apenas fiquei maravilhado por já amar a música e ela ser tão bem interpretada em um momento que, particularmente, não esperava nada, era para ser apenas uma canção de “Ôba, estou indo para os lives”, e se tornou mais que isso, foi o ponta pé inicial para minha torcida surgir e crescer semanalmente. Ela é uma DIVA que tem coragem de pegar músicas que não são para uma diva tradicional do show (e foi muito bem explicado pela Laura na Parte 1 da análise).

Me perguntaram uma vez o que vi de grandioso nessa apresentação. Olha, foi além de ver, foi de sentir toda a emoção da música, entender a história, de uma mulher cantando uma música masculina sem precisar mudar o gênero de nada. Vale lembrar que “When I Was Your Man”, é um dos melhores estúdios da Candiva na competição. Ela não precisou berrar como se o mundo dependesse disso para existir, foi lá e deu notas onde eram necessárias. E quando se tratava de ser DIVA, ela soube muito bem mostrar o motivo de ser chamada assim, mostrou poder vocal, presença e adjetivos que ainda serão criados!

“Ela não anda, ela desfila. Ela é Top, capa de revista…” Oito a cada dez fãs da Candiva quiseram invadir o palco e abraçá-la se ajoelhando no palco, com os outros dois não tendo sobrevividos até o final de tamanha emoção. Falando sério, aquele que falar que não teve uma reação positiva a essa apresentação, não merece falar comigo nem com meu anjo. Sabe quando você fica sem palavras para descrever algo? Pois bem, com “Somewhere” foi assim, foi a pontinha que o fã-bombismo supremo precisava.

(Por Maíra)

Assim como aconteceu para mim em Vegas com a Kree, foi com essa performance que eu enxerguei Candice com outros olhos pela primeira vez. Isso porque mesmo tendo me surpreendido um pouco com a escolha de ‘Ordinary People’ no Top 20, ainda esperava que Candice fosse se estabelecer como a diva batida da temporada (aka Joshua Ledet 2.0), ainda mais depois de sua performance de ‘I’m Going Down’. E não é que eu tenha algo contra divas, especialmente se elas forem tão tecnicamente boas quanto Candice, porém elas tendem a fazer escolhas óbvias (hey Amber, não te esqueci..rs) e em determinado momento se tornam entediantes ou tentam vencer no grito. Bem, Candice começou sua trajetória no Top 10 com pé direito, mostrando que chegou cheia de identidade para dar um novo singnificado ao termo ‘diva’ e subiu direto para o meu Top 2, que agora acontece de ser o Top 2 do mundo… beijos, então!

Confesso que fiquei um pouco receosa quando ouvi que Candice iria cantar uma música que ficou bem conhecida na versão da Adele.. afinal comparações seriam inevitáveis (além de que eu adoro a música e não queria ouvir uma versão inferior..rs). Mas foi justamente nesse ponto arriscado de sua trajetória que Candice provou por A+B quão maravilhosa é e levou todo o mundo a se render aos seus pés. Vocalmente extraordinária, com um arranjo muito bem feito diferenciando das versões conhecidas e com uma interpretação poderosa, a performance ainda nos rendeu aquele momento crocante e maravilhoso em que Mariah levantou de seu trono para lançar chuva de purpurina na cabeça de Candiva. E ela mereceu!

Acredito que essa performance deva ser a maior unanimidade entre os espectadores da 12ª edição do American Idol como uma das melhores, senão a melhor, da temporada. Arriscando e surpreendendo a cada semana, Candice deixou mais do que claro que não se tratava apenas de mais uma cantora de igreja ou artista datada, apresentando-se inclusive com canções de Paula Abdul e Bruno Mars (menção honrosa para ‘When I Was Your Man’, que merece estrar em qualquer top 10 dessa temporada), mas foi com ‘Somewhere’ que ela nos lembrou que é uma DIVA, daquelas que merecem um altar para serem adoradas. Sim, essa performance me diz apenas uma coisa: independente do resultado que teremos amanhã, Candice já se tornou maior do que o programa. Então, por que não reconhecer aquela a quem o título pertence?! Estarei feliz se qualquer um das duas candidatas vencerem, porém em Candice vejo uma campeã memorável como Fantasia ou Jordin ou Carrie ou mesmo Kelly.

E então, gostaram de nossas análises? Façam as suas também e não percam os melhores momentos da final desta Quarta (15) e Quinta (16), que estaremos fazendo uma grande cobertura, como de costume, aqui no site!