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Adam Lambert é entrevistado pela Folha de São Paulo

Matéria originalmente publicada por Marisa Adán Gil (via Folha de São Paulo)

QUE REI SOU EU?

Visual emo, episódios polêmicos e sucesso midiático: este ilustre desconhecido é a nova sensação da música pop norte-americana.

Cabelos pretos, olhos maquiados, jaqueta de couro, esmalte preto nas unhas. O rapaz da foto ao lado, com visual emo-punk, é o mais novo fenômeno da música pop norte-americana. Aos 28 anos, o cantor apareceu em boa parte das votações dos melhores de 2009 (a revista Time o incluiu na lista das dez personalidades do ano; ficou em décimo lugar na lista dos mais sexy da People e, para a MTV, foi um dos três artistas mais importantes no ano passado).

Com uma voz potente, constantemente comparada à de Fred Mercury (ex-líder do Queen), forte sex appeal e um talento natural para provocar polêmica, ele já foi chamado de “versão masculina da Lady Gaga” e “filho bastardo de Madonna e Elvis”.

Em novembro passado, o moço foi parar nas manchetes das revistas de fofoca dos EUA. O motivo? O beijo que tascou em seu baixista, Tommy Joe Ratliff, durante apresentação no American Music Awards, levado ao ar pela rede de TV ABC. Nos dias seguintes, a emissora recebeu centenas de cartas de telespectadores indignados. Na sequência, veio o anúncio: Lambert havia sido banido da programação da ABC por tempo indeterminado.

“Não imaginei que a reação ao beijo seria tão forte”, disse Lambert por telefone à Serafina. “Nos círculos que frequento, não há nada demais em um homem beijar outro na boca. Mas sei que, em alguns lugares dos Estados Unidos, as pessoas ficam muito perturbadas com isso. Infelizmente, meu país é um dos mais conservadores do planeta.”

Há um ano, ninguém sabia quem era Adam Lambert, que tem anos de experiência no teatro. Foi o reality show American Idol (exibido no Brasil pela Sony) que o colocou no mapa. Ele terminou em segundo lugar, mas conseguiu o que queria: um contrato para gravar o primeiro disco. Em junho de 2009, um mês depois de deixar o reality show, o rapaz confirmou o que já estava na boca de todo mundo. “Sim, eu sou gay”, disse à revista Rolling Stone americana.

Em seu primeiro CD, For Your Entertainment, lançado no Brasil nesta semana, o cantor vai do rock ao pop eletrônico, passando por baladas sinfônicas e faixas experimentais. “Minha maior in-fluência são os artistas de glam rock dos anos 70, gente como David Bowie e Marc Bolan, do T. Rex, que eram exuberantes não apenas no som, mas também nos figurinos, na performance. Com a minha música, quero trazer esse espírito de volta.”

A faixa “Fever” já começa a provocar polêmica. De cara, fica evidente que o interesse amoroso de Lambert é por um rapaz. “Sei que essa letra vai incomodar muita gente, especialmente nos Estados Unidos. Mas aposto que ninguém vai se importar com isso no Brasil”, acrescenta, rindo. “Adoraria conhecer o país. Ouvi dizer que as festas são muito animadas.” A conversa termina em Carnaval e ele quer saber se as pessoas saem mesmo às ruas com os corpos cobertos por penas, plumas e paetês. “É verdade? Então é exatamente o meu tipo de festa! Quando é mesmo o Carnaval?”

Confira abaixo o scan da matéria, enviada por nosso amigo Rafael Rilo.